Os métodos estratigráficos têm grande importância nos estudos da evolução da Terra e podem também ser usados para conhecer e descrever material rochoso de determinada região.
Podem diversificar-se em químicos, físicos e paleontológicos.
Agora sim, a datação por
racemização de aminoácidos é um método estratigráfico químico e, entre outros objectivos, este estudo procura
estabelecer uma nova técnica para datação de amostras fósseis; por outras
palavras, um tipo de "cronómetro biológico":
Os
princípios básicos subjacentes ao "cronómetro biológico" de
aminoácidos são os seguintes:
- Os aminoácidos são moléculas complexas que compõem as proteínas.
- Aminoácidos vitais (aproximadamente 20 em número) são levógiras, ou seja em organismos vivos, apenas a forma levógira aparece.
- Entretanto quando o organismo morre, reacções químicas vão transformando parte dos aminoácidos.
- A degradação ocorre de tal forma que a concentração dos aminoácidos levógiros, (l-), decresce com o tempo, enquanto a concentração de aminoácidos dextrógiros, (d-), cresce, até que um ponto de equilíbrio é alcançado – “racemização".
- A razão (l-/d-) no estado de equilíbrio e a taxa de conversão de aminoácidos (l-) em aminoácidos (d-), depende do aminoácido, mais precisamente, de quantos átomos de carbono assimétricos um aminoácido dado possui;
- Estuda-se então, a velocidade de racemização de um certo aminoácido dado, e procura-se construir uma função do tempo, isto é, uma relação funcional entre a taxa de conversão do (l-) para a forma (d-), e o tempo;
- Finalmente, num procedimento de laboratório, medem-se as abundâncias relativas dos dois componentes através de técnicas padrão de chromatografia e tenta-se atribuir um tempo para o grau observado de conversão da forma l- para a mistura de enantiómeros (moléculas que são imagens no espelho uma da outra).
Dificuldades associadas com o método
A mais importante dificuldade deste tipo de procedimento para datar amostras de fósseis é que a racemização não é um processo fácil de ser descrito matematicamente como uma função do tempo. Depende de muitos factores ambientais, e outros parâmetros variáveis como:
- Temperatura;
- Concentração de água no ambiente;
- pH (acidez/alcalinidade) do ambiente;
- Se o aminoácido está no estado ligado ou livre;
- O tamanho da proteína, no caso de estar ligado;
- A localização precisa e específica do aminoácido na proteína;
- Se o aminoácido está em contacto com superfícies catalíticas, como argila;
- Se está na presença ou ausência de aldeídos, e íons metálicos;
- A concentração de compostos tampão;
- Força iónica do ambiente.
Conveniência
deste método
Requer amostras pequenas – 10 mg de moluscos ou
foraminíferos, <10 mg de ossos.
Bibliografia
muito bom pá !!!!!!OBG Simão Barbosinha
ResponderExcluirMUDA AS TUAS FOTPS ATUALIZA O TEU PERFIL POR AMOR DE DEUS PARECE DOS ANOS 9
ResponderExcluirAMOOOOO TEEEE SB
ResponderExcluirentao n respondes cabrita
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